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Você não está desorganizada: sobrecarga mental e TDAH em mulheres com carreira



E, em alguns casos, o seu cérebro pode funcionar de forma diferente


Se você vive com a sensação de estar sempre apagando incêndios, esquecendo coisas importantes ou se sentindo atrasada, talvez já tenha pensado:

“Eu sou desorganizada.”

Mas, na prática, o que vejo com frequência em mulheres com carreira não é desorganização.É sobrecarga.

Sobrecarga mental, emocional e decisória.


Quando tudo parece bagunçado por dentro

Mulheres com carreira costumam funcionar em múltiplas frentes ao mesmo tempo.Trabalho, decisões, relações, expectativas externas e internas.

O cérebro entra em modo de sobrevivência.Ele passa a priorizar o urgente, não o importante.

Nesse estado, falhas de memória, procrastinação ou confusão mental não indicam incapacidade.São respostas de um sistema sobrecarregado.


E quando o cérebro funciona de forma diferente?

Em algumas mulheres, além da sobrecarga, existe um fator importante que costuma passar despercebido por anos: o funcionamento do cérebro em mulheres com TDAH e carreira.

Em mulheres adultas, o TDAH nem sempre aparece como hiperatividade visível.Ele pode se manifestar como:

  • dificuldade de priorizar tarefas

  • sensação constante de caos mental

  • hiperfoco em alguns temas e bloqueio em outros

  • esquecimento frequente, mesmo de coisas importantes

  • exaustão por precisar fazer “força extra” para se organizar

  • sentimento recorrente de inadequação

Não porque falta capacidade.Mas porque o cérebro opera com diferenças nas funções executivas, como planejamento, organização, início e finalização de tarefas.


Organização não resolve tudo quando o cérebro está exausto

Muitas mulheres tentam resolver isso com mais métodos, listas e aplicativos.

Mas quando há sobrecarga emocional ou um funcionamento neurológico diferente, mais ferramentas viram mais cobrança.

Antes de organização, é preciso:

  • reduzir o ruído mental

  • compreender como seu cérebro funciona

  • ajustar expectativas irreais

  • criar estratégias compatíveis com a sua realidade interna

Sem isso, qualquer sistema entra em colapso.


Psicoterapia e mentoria como caminhos de apoio

A psicoterapia ajuda a trabalhar a culpa, a ansiedade e a sensação de inadequação que muitas mulheres carregam por anos sem entender o porquê.

A mentoria pode apoiar na construção de estratégias práticas, organização de prioridades e decisões profissionais de forma mais realista e sustentável.

Em ambos os casos, o foco não é “consertar” você.É funcionar melhor com quem você é.


Um ponto importante antes de concluir


Este texto não é um diagnóstico.

Mas olhar para o funcionamento do seu cérebro, especialmente se você sempre se sentiu diferente, cansada ou inadequada apesar de competente, pode ser profundamente libertador.

Porque o problema, muitas vezes, não é quem você é.É tentar viver como se fosse outra pessoa.


Amanda Catuna

Psicóloga online | TCC & Psicologia Intercultural

Especialista em mulheres no exterior e no Brasil

Coautora de Psicologia Intercultural na Prática Clínica

 
 
 

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